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Um Ilustre Provável Parente
Por: David Salgado
 
Muitas vezes a rotina de um dia de expediente na Shavei Israel, aonde trabalho em Jerusalém, pode ser interrompida por uma simples observação, um pequeno comentário e até mesmo uma simples pergunta de um colega de trabalho.

E assim foi. Aqui no departamento de Anussim da Shavei Israel, trabalhavamos, eu e Tzivia Kusminsky, ela, com os Anussim de “abla espanhola” e eu com os portugueses. É um dos principais projetos anuais da Shavei Israel, a realização de um Seminário de estudos judaicos para Bnei Anussim em Israel onde Anussim da Península Ibérica e do Brasil, costumam vir a Israel para participar.

Este ano, não poderia ser diferente, o evento acontecerá em breve, e Tzivia estava procurando professores e profissionais para compor o quadro de palestrantes do Seminário. Assim, convidou-me para fazer uma palestra sobre Rabi Yossef Karo, o grande Sábio autor do Shulchan Aruch.

Imediatamente respondi-lhe que o faria com todo prazer. A verdade é que fiquei muito feliz, já que a muito tempo gostaria de conhecer melhor a vida desse grande sábio do judaísmo que viveu no século XV e é considerado um dos maiores mestres do judaísmo por sua grande obra, o Shulchan Aruch, a obra que regulamenta a conduta religiosa do povo judeu.

Por traz de meu desejo de pesquisar e preparar a palestra sobre Yossef Karo existia um motivo muito especial, e para explicar-lhes melhor, tenho que contar-lhes uma pequena história.

Sempre gostei de pesquisar sobre o passado, sobre a história e sobre sua influência em nossas vidas no dia a dia. E a pergunta de Tzivia e sua solicitação em especial tinham um motivo verdadeiramente ímpar em minha vida hoje.

Fazendo uma pesquisa certa vez pela internet sobre o meu sobrenome ELMALEH, em hebraico se escreve אלמליח  descobri um site muito interessante onde pude encontrar a árvore genealólica de um certo Haim Melca, filho de Meir Melca e Simha Elmaleh. Estudando ainda mais este site, pude descobrir que Simha Elmaleh tinha uma árvore genealógica bem robusta e chegava até praticamento o século XV em uma de suas ramificações e aquilo me impressionou bastante.

Buscando mais informação, verifiquei que no site existia um número de telefone aqui de Israel e não tive nenhuma dúvida, disquei o número imediatamente.

Resumindo, não demorou muito, e eu estava falando com o senhor Haim Melca que vive na cidade de Beer Sheva a capital do Neguev.

Após breve apresentação fui direto ao assunto. Perguntei ao senhor Melca se ele poderia saber se nós éramos parentes, já que em seu site haviam mutos Elmaleh.

Ele riu e eu pensei até mesmo, tratar-se de certo deboche. Mas logo meu presentimento cessou, quando o senhor Melca me explicou que Elmaliah, como se pronuncia o nome Elmaleh em Israel, é um sobrenome bem comum e por isso mesmo ele achou graça da minha pergunta. Realmente concordei com ele, que Elmaliah em Israel e Silva no Brasil, tinham algo em comum, mas de qualquer modo insisti para que ele me ajudasse e tentesse descobrir se éramos parentes, já que, pelo o que tinha visto em seu site, ele parecia ter muita experiência em genealogia dos Elmaleh.

Então, ele me perguntou se eu tinha alguma árvore genealógica da família e ou algum documento onde pudesse constar nomes e sobrenomes de familiares de geração após geração.

Lembrei-me do documento que meu irmão Elias Salgado possuia e que lhe foi dado uma cópia pelo nosso Tio Rubem Salgado Z’L. Era uma folha de papel onde um certo Sabah descrevia quem era o tio Rubem Salgado, mas especificamente quem eram seus ascendentes.

Este documento, Tio Rubem precisou para provar a comunidade israelita de Lisboa que era judeu, já que ele pretendia casar-se com uma jovem da comunidade de nome Sette, que depois realmente tornou-se a minha tia Sette Israel Salgado Z’L. Tio Rubem não teve dúvidas, viajou até o Marrocos, especificamente a cidade de Rabat, e ali conversando com um amigo da família, conseguiu tal documento. Isso tudo aconteu nos idos de 1920.

O documento, continha nomes dos antecedentes de meu avô Eliezer Elmaleh nascido na cidade de Rabat e que imigrou para o Brasil por volta de 1850 quando era jovem. Alí estavam descritas pelo seu lado paterno, quatro gerações de seus ascendentes.

Foi deste documento que enviei uma cópia ao senhor Melca junto com uma árvore genealógica desde meus avós até os dias de hoje.

Decorridos não mais que dois dias e o retorno não poderia ter sido melhor. Apesar dos inúmeros Elmaleh que vivem em Israel, o senhor Haim Melca filho de Meyr e Simha, era sim meu parente. Conseguimos então juntar nossas árvores. Simha, mãe de Haim Melca e Eliezer Elmaleh que virou Lázaro Salgado,  possuem um tataravô em comum, Joseph Elmaleh.

Mas afinal, onde quero chegar na verdade. Você deve estar se perguntando, o que tem a ver toda a história da genealogia Elmaleh com a pedido de Tzivia Kusminsky, minha colega de trabalho, para que eu fizesse uma palestra no Seminário de Bnei Anussim sobre este ilustre personagem Yossef Karo?

Bem, a resposta é muito simples. Juntando nossas árvores genealógicas, descobri que por volta de 1680 uma senhora Elmaleh casou-se com um tal de Shelomo Karo. Coincidência ou não Rabi Yossef Karo tinha um filho Shelomo tá certo que este nasceu em 1554 e portanto não poderia estar vivo em 1680 e muito menos casando, mas seu neto sim!!!

Bem, partindo do princípio que a família Karo não era e não é tão numerosa como os Elmaleh, deixo para uma próxima pesquisa tentar descobrir quem era o Karo que casou-se com a Elmaleh, se era ou não parente do grande Rabi Yossef Karo escritor do Shulchan Aruch.

Nesse interim, preparei a palestra para contar aos Anussim sobre a vida e a obra de Rabi Yossef Karo e aqui apresento-lhes sua cronologia.

Ah! Aproveitei também e fiz uma visita a sepultura de Rabi Yossef Karo em Tzfat para zorear em seu lugar de descanso eterno, parentes ou não, é uma honra zorear um grande Sábio do judaísmo.

Cronologia da Vida de Rabi Yossef Karo
Fonte: Revista Morashá
 

- Nasceu em 1488 na cidade de Toledo – Espanha – ano judaico de 5248.

- Em 1492, quando tinha 4 anos deixou a Espanha com sua família e milhares de outros judeus, quando foram expulsos da Espanha pelos Reis Católicos. Eles atravessam a fronteira e vão para Portugal – Provavelmente Rabi Yossef Karo e sua família estavam entre aqueles que participaram do acordo conseguido por D. Isaac Abravanel junto ao Rei de Portugal, D. Manoel, onde prometeu receber algumas famílias de judeus mediante o pagamento de uma quantia absurda por pessoa.

- Em 1496, Rabi Karo e sua família são expulsos de Portugal também pelas intensões casamenteiras do Rei D. Manoel com a filha dos Reis Católicos da Espanha, que para tal exigiam a expulsão dos judeus do reino portugues.

- Após breve pereginação a família Karo se estabelece na cidade turca de Kosta (Constantinopla) em 1497.

- Rabi Yossef Karo teve seu pai Efraim como seu primeiro mestre, era grande conhecedor e estudioso da Torá. No entanto, faleceu logo e Rabi Yossef Karo foi adotado por um tio, Rabi Yitzchak Karo, que o educou como se fora seu próprio filho. Rabi Yitzchak percebeu que o jovem era um prodígio e se tornaria um grande sábio.

1ª. Obra – É nesse período com pouco mais de 20 anos que Rabi Yossef Karo escreve seu primeiro trabalho de destaque intitulado Kessef Mishná, uma fonte de referências para a extraordinário obra de Maimônides sobre a Lei Judaica – Mishnê Torá.

- Em 1522, quando estava com 34 anos ele mudou-se para Adrianópolis onde casou-se com a filha de um erudito, Rabi Haim ibn Albalag.

- Foi nesse período que Rabi Yossef Karo fundou um Beit Midrash uma casa de Estudo. Torná-se um grande conhecer das leis judaicas – Halachot e já nessa época passou a ser consultado por vários pessoas que o procuravam para tirar dúvidas sobre esse assunto.

- É nessa cidade que ele conhece o grande cabalista Rabi Shlomo Molcho, que foi queimado viva pela Igreja Católica na cidade de Mântua, Itália, por suas “crenças heréticas”. Rabi Yossef Karo, foi muito influenciado pela personalidade carismática de Rabi Shlomo Molcho, um Anus cujo seu nome antes de retornar era Diego Pires.

- Molcho acreditava e pregava que a vinda do Messias estava bem próxima e que era preciso se preparar para recebe-lo. Em um livro que escreveu denominado “Drashot” ou “Sefer Hamefoar”, ele explica suas idéias e pede para os judeus formarem o exército de libertação que irá livrar a Terra de Israel dos Turcos. Ele ganha fama maior ainda quando preve o grande terremoto em Portugal e uma inundação em Roma. Mas quando estava na Alemanha com o falso Messias David haReubeni, Rabi Shlomo Molcho é preso e condenado a morte por ter se negado a converter-se ao catolicismo. Levado para Itália, foi queimado vivo na estaca em 1532 na cidade de Mântua.

A influencia de Rabi Shlomo Molcho em Rabi Yossef Karo chega ao cume quando este último afirma que queria morrer da mesma maneira que o Rabi Shlomo, al Kidush Hashem (pela santificação do nome de D-us), o que nunca ocorreu.

2ª. Obra – Seu monumental trabalho, Beit Yossef, tem início em 1522 quando tinha 34. A Obra na realidade é um verdadeiro compendio de sentenças e pareceres jurídicos baseado na obra de Rabi Yaacov ben Asher – Arba Turim. Yossef Karo dividiu assim sua obra mater:

1- Orach Haim – contém as leis que regem o nosso cotidiano: orações, tefilin, Shabat, festas ...
2 – Yorê Deá, é sobre as leis de kashrut e pureza ritual.
3 – Even Ha-Ezer, leis de casamento e divórcio.
4 – Choshen Mishpat, as leis judiciais, que envolvem testemunhas, juízes, propriedades, heranças e outros.

O seu objetivo com esta obra era unir o povo judeu através da solução de disputas quanto a aplicação da Lei expressos na Torá. Foram necessários 20 anos para que a obra ficasse pronta, ocorrida somente quando já vivia em Tzfat. Ele reuniu nesta obra as decisões das maiores autoridades haláchicas existentes até sua época: Maimônides (Rambam), Rabi Yitzchak Alfassi (O Rif) e Rabenu Asher (o Rosh); quando havia discordância entre esses três sábios, ele próprio setenciava de acordo com o seu parecer.

A Obra foi publicada pela primeira vez em 1542, mas Rabi Karo continuou a editá-la e refiná-la durante outros 12 anos.

Tamanha é o respeito por essa obra que seu autor é conhecido pelo próprio nome da obra – Beit Yossef ou Hamechaber – o autor.

- Rabi Karo deixou a cidade de Adrianópolis e foi para Nikopol na Bulgária, provavelmente após a morte prematura de sua primeira esposa. Casou-se novamente com a filha de Rabi Yitzchak Sabba. Foi nesta cidade que conheceu o seu grande amigo Rabi Shlomo Alkabetz, autor da famosa oração “Lechá Dodi”, uma mística canção que cantamos na noite de sexta-feira, no Shabat. Juntos estabeleceram o costume da leitura do Tikun Leil Shavuot, versos de partes da Torá Escrita e da Torá Oral durante toda a noite de Shavuot. A amizade entre s dois sábios perdurou praticamente por toda a vida e foi Rabi Alkabetz que deve ter introduzido a Rabi Yossef Karo no mundo da Kabalá.

- Sua estadia em Nikopol não durou muito tempo, e resolve finalmente, fazer Aliah para Eretz Israel no ano de 1536, onde após breve passagem pelo Egito, chega a Israel e estabele-se em Tzfat.

- Por que Tzfat -  Fundada no século 11, durante 500 anos praticamente nada acontecia no pequeno Ishuv da Galileia. Mas a apartir de 1600 a cidade se transformou na principal cidade de Eretz Israel. Um grande centro econômico além de cultural e espiritual. O motivo principal desse desenvolvimento é a presença de judeus e anussim expulsos da Espanha e Portugal. A grande maioria deles eram comerciantes, que trouxeram sua experiência para a pequena cidade de Tzfat. Na cidade existia uma pequena industria de panos que recebeu um grande impulso tornando-se o centro comercial para toda aquela região.

Tzfat tinha um especial ambiente espiritual e sagrado, que fez com que enumeros cabalistas resolvessem viver nela. Isso se acredita, deve-se principalmente pelas sepulturas de inúmeros Tanaim na região mas principalmente pela sepultura de Rebi Shimon Bar Yochai, que acredita-se tenha sido o autor do principal livro de cabala – o Zohar.

A verdade é que os danos da expulsão da Espanha e Portugal trouxeram a impressão para os sefaraditas de que a vinda do Messias estava próxima e que ele apareceria exatamente naquela região – Galil Elion.

Depois da conquista Otomana da região em 1516 – um número maior de sefaradim chegou a região e eles se tornaram a maioria.

• Tanaim - Taná, em aramaico, significa aquele que estuda, repetindo e transmitindo os ensinamentos de seus mestres. O período dos Tanaim foi de criatividade, inovação e grande florescimento da cultura judaica, ao mesmo tempo em que foi de profunda turbulência e crise, culminando com a destruição do Templo no ano 70 da Era Comum, o que tornou necessária a reestruturação de toda a vida religiosa. A primeira geração de Tanaim, que exerceu suas atividades no início do reinado de Herodes, é representada por Hillel e Shamai, fundadores de duas escolas que levaram seus nomes (Bet Hillel e Bet Shamai).

Exemplos de sepulturas de Tanaim na região de Tzfat –
- Iochanan Hassandlar- um dos maiores alunos de Rabi Akiva. Ele dizia: “toda a congregação que tiver por objeto a glória de Deus manter-se-á, e a que não tiver por objeto o nome do Céu não subsistirá por muito tempo”. (Pirke Avot – Cap. IV – 14).

- Rabi Hanania ben Akashia – Rabi Chanania filho de Akashia diz que o único Santo, bendito Seja Ele, comprazendo-se em tornar Israel digno, acrescentou-lhe uma lei com muitos preceitos, conforme foi dito: O Eterno comprazendo-se por amor da sua justiça, engrandeceu a Torá e a tornou gloriosa.

- Rabi Abtalion – Av beit Din - dizia: “sábios, sedes cuidadosos nas vossas palavras, pois podereis ser condenados ao exílio em terra onde as águas sejam impuras; os discípulos que vos seguirem poderão beber delas e morrer, e o nome de Deus seria assim profanado”. (Pirke Avot – Cap. I – 11).

- Rabi Akiva ben Mehalelel – depois da morte de de Shamai quiseram fazê-lo Av Beit Din. Ele dizia: “Pensa em três coisas e evitarás o pecado: lembra-te de onde vieste e para onde caminhas e pensa ante Quem terás de prestar contas das tuas ações; Donde viestes: da vil matéria. O teu fim: o túmulo, o lugar do pó da podridão e dos vermes. A Quem prestarás contas: ao Rei dos reis, ao Santo Bendito Seja” (Pirke Avot Cap. 3 – 1)

Rabi Berav – o Rabi de Tzfat recebe Yossef Karo.

- Quando chegou em Tzfat sua fama já era grande e foi logo nomeado membro da corte rabínica da cidade, o Beit Din do famoso Rabi Yaakov Berav. Mas ele também montou o seu próprio Bei Midrash e tinha inúmeros alunos entre eles – Rabi Moshe Galanti e Moshe Cordovero (Ramak).

Tentativa de renovar o San-hedrin em Tzfat.

O principal motivo da tentativa de renovação do San-hedrin era para possibilitar perdão aos Anussim da Espanha e Portugal devido ao receio que tinham por suas ações quando quando estavam sob a pressão católica. Porém, a idéia recebeu resistência de Rabi Levi Ben Haviv, o Rabi de Jerusalém já que o Rabi Berav não o considerou quando lançou sua idéia. Para que o San-hedrin pudesse ser renovado, de acordo com divrei Rambam, era preciso que todos ou a maioria dos sábios de Israel concordassem. Na tentativa de renovação do San-hedrin, Rabi Berav nomeou quatro rabis – juizes entre Eles Yossef Karo.

Com a morte de Rabi Berav, Yossef Karo foi nomeado seu sucessor. Nessa altura a corte de Tzfat tornara-se a corte principal de Israel e também da Diáspora. As decisões e esclarecimentos halachicos de Rabi Yossef Karo eram procurados por sábios de todos os cantos do mundo.

- Junto com seu amigo Rabi Shlomo Alkabetz começou a explicar algumas das mais difíceis passagens do Zohar. Chegando Alkabetz a declarar que Rabi Karo tornou-se um daqueles raros indivíduos que merecem ser instruído por um Maguid.

Maguid – em seu livro Shaarei Kedusha, Rabi Cahaim Vital explica que a visitação por um maguid é uma forma de isnpiração Divina (Ruach Hakodesh). Essa expiração (ou anjo) o guiava quando ele proferia suas sentenças sobre a Lei Judaica. Rabi Vital diz ainda que os encontros de Rabi Karo com o anjo se davam no porão da construção que abrigava o Beit Hamidrah e o Beit Din de Tzfat. A parte desse edifício que conduz ao porão permanece fechada, desde então, em virtude de uma tradição local de que o Maguid ainda lá se encontra.

3ª. Obra – Maguid Mesharim - Os ensinamentos do Maguid estão registrados em sua obra intitulada Maguid Mesharim. Em várias partes é declarado que “Eu sou a Mishná que fala em sua boca”, indicando que a própria Lei Oral (da qual a Mishna é parte fundamental) falou com ele.

Em Tzfat Rabi Yossef Karo continuou aprimorando sua obra prima o Bei Yossef. Esta era uma obra longa e rica em detalhes, a ponto de ser de difícil alcance para o homem comum. O mundo judaico carecia de um trabalho simples e de fácil absorção, no qual as profundezas de nossa Lei fossem apresentadas de uma forma que todos pudessem estudá-las e as compreender. Assim ele pos-se a escrever uma versão concisa e abreviada do Beit Yossef. – Ele a chamou de Shulchan Aruch – “Mesa Posta” – pois a obra continha todas as leis esmiuçadas como se estivessem dispostas sobre uma mesa, diante dos olhos de qualquer judeu, de modo claro e objetivo.

4ª. Obra – Shulchan Aruch – publicado em 1554.

- Neste mesmo ano 1554 nasce o seu filho Shlomo porém após algum tempo sua esposa vem a falecer.

- 1566 – Rabi Yossef Karo casa-se pela terceira vez com a filha de rabi Zecharia ben Shlomo Ashkenazi e nasce seu segundo filho Yehudá.

- 1575 – uma quinta-feira – 13 de Nissan de 5335 passou Rabi Yossef Karo para o Mundo da Verdade aos 87 anos.

Sem sombra de dúvida uma das mais ricas e profundas almas que já habitaram nosso mundo.

Sua obra é considerada o mais completo compendio da Lei Judaica.

O Ramá – Rabi Moshe Isserlis, adaptou o Shulchan Aruch de modo a compatibilizá-lo com os costumes asquenazitas, muito embora tenha ceito a maioria das determinações de Rabi Karo.

- O Shulchan Aruch passou a ser sinônimo de Dvar Hashem – em outras palavras:

- O processo iniciado no Monte Sinai culminou em Tzfat, pelas mãos do grande Beit Yossef.

Tihie Zichro Baruch – Seja sua memória Bendita.
 


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